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EDP fecha página no Facebook após crise de comunicação
Depois de um simples post em que um consumidor discorda da marca, a EDP enfrentou uma crise de comunicação e decide encerrar um canal de comunicação: o Facebook da marca!
Sábado Outubro 29 2011
A EDP diz alto e bom som. Não precisamos de parecer verdes porque já o somos. De facto, parece que são bastante verdes, não na área da tecnologia e ambiente mas na área da comunicação social digital.

Sempre respeitei o poder da comunicação e do marketing, ou não fosse deste tenra idade profissional um acérrimo adepto destas fantásticas disciplinas que escolhi como percurso profissional. Ao longo da minha vida tenho visto também, por vezes até com pontinhas pequeninas de saudável inveja, campanhas de comunicação brilhantes, muitas delas até de grandes e criativas mentes portuguesas. Mas, por vezes, o pior da comunicação é também tema de debate e de publicidade, como não poderia deixar de ser.
Depois dos mais recentes e famosos flops de comunicação digital como o caso desastroso da Ensitel nas redes sociais e do Facebook do Fernando Nobre, agora os holofotes estão virados com bastante energia para a EDP.
Recentemente, quando a EDP lançou a nova imagem – que de momento não me apetece discutir sobre o nobre valor da mesma – pensei: bem, revela pelo menos um cuidado integrado e uma abordagem coerente a todos os níveis, permitindo um aproveitamento transversal da marca e dos eixos definidos para serem usados em estratégias multi-canal, com o consumidor sempre no centro das atenções.
Recentemente, pasmo fiquei quando um comentário pouco abonatório deu origem a uma gigantesca crise de comunicação que culminou com o encerramento da página do Facebook da EDP. Se por um lado na estratégia da empresa assumem que o consumidor está no centro das suas preocupações primordiais, por outro afirmam que as opiniões violam os códigos de conduta e são obrigados a retirar os mesmos da página pública do Facebook da EDP. Sim, é um exercício lógico difícil de entender, chegando quase a ser uma equação matemática de difícil entendimento. Afinal, querem ou não querem os consumidores no centro das atenções?
A resposta para a questão anterior é muito simples. Para uma empresa corporativa gigante que detém o monopólio do mercado energético em Portugal, o consumidor não é o centro das atenções, a não ser nos bonitos eixos de marketing e comunicação em que é fácil construir mensagens cuidadas, adjetivadas, estruturadas e estratégicas. Notoriamente, e de forma simplificada, é apenas uma questão de análise custo / benefício. Será que todas as empresas têm perfil para estar no Facebook? A resposta é óbvia. Não.










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